Calando o silêncio
   Pintei paredes de meu canto, para acalmar meu viver. Não desejo de tempestade foi forte, na vontade de acalmar, suavizei. Dias são infinitamente viventes, de querer e não querer. Parei em coração meu e dialoguei.Tantas interrogações surgidas que coração se irritou, me mandou calar a boca. Aí eu destronei, caí do salto e xinguei.Boca minha, irritada, vomitou tantas palavras que rouca fiquei. Não mais falei. E, na fúria do que vivia, isolei coração.Deixei que ele aprendesse sozinho, as lições que mundo manda, lições cruas, frias, doentes,esqueléticas,disformes. Mandei coração às favas, que se dane o que ele sente! Não é bom aprendiz, nunca aprende a sofrer...sabe que não deve se entregar, nem acreditar, nem sentir. Mas, teimoso que nem mula quando empaca, o maldito teima em viver, viver errado, descompassado, cheio de querer!!!! Então, não mais resistindo, o assassinei...

Escrito por Ena Noro às 11h39
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